Os velhotes que falam sobre o tempo nos bancos de jardins a perder espaço e cheios de lixo, não são estranhos a comunicar por comunicar. Foram namorados, e só lhes resta o tempo de que falar. Porque o tempo juntos é solução de conjunto vazio. Equação de vários passos, de componentes todos eles anulados.
E essas permanências partilhadas, porque só a dois se podem eliminar sinais opostos de valores idênticos, esse conjunto de silêncios que são, sim, gritos fechados a password e impressão digital em salas de isolamento sonoro, teclam blogues e escrevem pequenos pedaços de papel rasgado, disfarçados de imaginação dos seus autores.
Chamámos-lhe Amor. E sujámos com pedaços rasgados e amachucados dele os jardins com os seus bancos. E com as nossas conversas sobre tempo abafámos o ar.
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4 comentários:
pois..
eu gostei
mas tu próprio reconheceste estar mais confuso, eu diria mesmo mais hermético.. menos fluente acaba por se tornar a leitura
ler e reler até perceber as pausas a dar, a conjugação de pessoa gramatical
está abafado a ponto de abafares os nossos pequenos cérebros?
para quem escreves? apenas para ti e para alguns iniciados?
é preciso merecer para entender?
mas..
gostei
*
Prosa poética. Não é fácil. Mas, para quem o deseje, há alguns blogs mais simples, que começam por ensinar a juntar letras... Posso dar umas dicas...
Ricky
Post scriptum: Gostei.
Ainda bem que o phoebus lazurd sente exactamente o mesmo que eu! lol
Ia-me sentir muito mal se me julgasse ignorante ao ponto de já nem sequer ser capaz de fazer a interpretação do que escreves, mas pelos vistos o mal não está em mim... é que os teus textos são dum carácter tão pessoal e intransmissível que se torna muito díficil de transmitir a ideia sobre a qual escreves às outras pessoas...
Quaisquer das maneiras também gostei, embora lamente o facto de ser tão díficil de interpretar que acaba por assumir proporções algo surreais (?).. não.. não era isto que queria dizer...
Quaisquer das maneiras não te detenhas na tua forma de escrever. Antes de todos, escrevemos para nós mesmos ;)
Olá meu amigo, axo que nunca postei no teu blog e vou faze-lo agora...Sinto amargura nas tuas palavras, algum desalento e desilusão. Talvez a conversa sobre o tempo seja uma forma de escamotearmos, por vezes, as verdadeiras trovoadas que sentimos....Nunca te esqueças que depois da chuva vem sempre o sol, por vezes acompanhado do arco-iris, e que o amanhã está sempre lá...Só espero é que daqui para a frente esteja sempre um dia maravilhoso de sol para ti meu amigo...Tenho muitas saudades, acredita. Espero ver te em breve. Sérgio Mexe
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