18.11.06

X marks the [dot?]

Talvez um dia, se o desalinho Studio Line dos planetas perder o prefixo, naquelas probabilidades que ficam atrás de trovoadas inteiras a caírem-nos em cima e sequências tão pouco possíveis de números. Quando as estrelas ganharem braços e lápis para se redesenharem a cumprir novas formas, mapas e figuras que só o nosso fechamento cognitivo, tão fértil , consegue ver, então aí vou acreditar que sim. Que o que me amas é comparável mesmo que de longe ao amor dos pintos pelas mães quando saem dos ovos, e que este não é fascinação genética pelo encarnado dos seus bicos. Que em certos momentos achas que o centro gravitacional da Terra muda e que isso arrasta obrigatoriamente as tuas lentes de contacto e os teus olhos a elas colados para mim.

Até lá, X não marcam lugares de coisa nenhuma, se o seu produto não tiver parcelas de onde vir a nascer, para no fim, e de qualquer forma, se apaixonar por novidades tingidas a encarnado.